Número de mortes em Petrópolis chega a 182; ainda há 89 desaparecidos
Trabalhos de limpeza retiraram 649,2 toneladas de resíduos em 2 dias
Trabalhos de limpeza retiraram 649,2 toneladas de resíduos em 2 dias
O oitavo dia de buscas em Petrópolis, na região serrana,
começou com a confirmação de 182 mortos em consequência do temporal de
terça-feira (15). Desde então, a cidade tem enfrentado mais chuva, o que
prejudica o trabalho das equipes que atuam nos locais de deslizamentos e
desabamentos.
O trabalho de reconhecimento de vítimas fatais continua
sendo feito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Dos 182 óbitos registrados
até agora, 111 são mulheres, 71 homens e 32 crianças. Desse total, 168 foram
identificados, 152 encaminhados para funerárias e os demais aguardam as
famílias para a liberação.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol),
além dos 182 corpos, sete despojos, que são fragmentos de corpos, chegaram ao
Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, conforme a secretaria, 89
registros de desaparecidos foram feitos na Delegacia de Descoberta de Paradeiros
(DDPA).
A Defesa Civil recebe o apoio de diferentes setores do
município, dos governos estadual e federal no suporte aos atendimentos que
passaram de 1,3 mil ocorrências, a maior parte de deslizamentos.
“A equipe técnica do município está voltada para agilizar as
vistorias em áreas afetadas. Até o momento mais de 300 análises foram feitas em
diferentes regiões”, completou em nota.
Ontem, a Secretaria de Defesa Civil teve que fechar a
passagem para veículos e pedestres pela Rua Barão de Águas Claras, entre os
números 301 e 444, no centro da cidade imperial, porque havia possibilidade de
deslizamentos na área.
“A medida foi adotada após a avaliação das equipes técnicas
que apontou o risco na região. As casas localizadas próximas à área foram
interditadas e os moradores já foram orientados a se deslocarem”, informou.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, quem mora fora do
perímetro de risco está sendo orientado a acessar os imóveis pelas vias
alternativas, nas ruas Luis Imbroisi e Figueira de Melo.
“A Defesa Civil faz um apelo para que a população siga as
orientações de segurança para a localidade”, pediu, acrescentando que ao sinal
de qualquer instabilidade na região, as equipes podem ser acionadas pelos
números de emergência 199 da Defesa Civil e 193 do Corpo de Bombeiros.
O Corpo de Bombeiros do Rio conta com a ajuda de 16 estados
da federação, que trouxeram cães e militares para as buscas em estruturas
colapsadas.
Comlurb
As equipes da Comlurb, que foram da capital do Rio para
Petrópolis para reforçar a limpeza das ruas mais atingidas pelas enxurradas,
fazem raspagem e remoção de lama, e recolhimento de galhadas, para desobstruir
as vias.
De acordo com a Comlurb, o trabalho está concentrado na Rua
Teresa e na Avenida Barão do Rio Branco. Em dois dias, as equipes removeram
649,2 toneladas de resíduos, sendo 620 toneladas de lama e terra, e 29,2
toneladas de galhadas e pedaços de troncos.
O coordenador de Cidade Inteligente da Prefeitura do Rio de
Janeiro, Felipe Peixoto, está à frente do trabalho das equipes, sempre em
contato com o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo.
Nos dois dias a Companhia contou com 310 garis e cerca de 50
equipamentos, como caminhões basculantes, pás mecânicas e pipas d'água para lavagem
das vias com água de reuso, e conjuntos de poda para remoção de árvores e
grandes galhos.
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